1 de nov. de 2010

Monster (2005)




Monster é um anime de 2005 baseado - como é de regra no reino dos animes - em um mangá anterior de mesmo nome (2002). São 74 episódios densos, pesados, incrivelmente bem dirigidos e - em sua maioria - fascinantes. Neles acompanhamos a trajetória do Dr. Tenma - médico brilhante e idealista - e de seu antagonista - o Monstro do título. Estes dois representam - por assim dizer - os pólos extremos da moralidade humana - o Bem e do Mal - sendo que, no intervalo entre um e outro, desfilam os mais interessantes personagens - compostos, cada qual, de alguma mistura destes dois princípios eternos.

A trama serpenteia e nos surpreende com as mais extraordinárias reviravoltas e desfechos e não encontrei até agora (estou no capítulo 62) um episódio ruim - ou mesmo mediano. Muito embora - como é de se esperar - em uma trama tão longa devam existir episódios cuja função é meramente "ligar" os arcos maiores da história que está sendo contada, mesmo assim, estes episódios de ligação não decepcionam e guardam sempre alguma surpresa para quem os assiste.  

Monster é, de fato, uma obra-prima dos animes que merece ser conhecida - principalmente para os não-apreciadores de animes.

Merlin S03E08 - The Eye Of The Phoenix - 2010


Merlin é Smallville com Magia. 

O último episódio, The Eye Of The Phoenix , surpreende ao aproximar a trama do seriado com a mitologia: ao introduzir a figura do Rei Pescador - tão importante para o ciclo arturiano - já nos minutos iniciais do episódio (pré-abertura). A participação especial de Warwick Davis - o personagem-título do clássico Willow na Terra da Magia (1988) e também da série O Duende - foi - para mim - uma grata surpresa.

Eu confesso que estava algo decepcionado com o desenrolar do seriado desde o seu retorno. Quando a terceira temporada de Merlin se iniciou, achei que os personagens principais  - supostamente adolescentes - estavam muito diferentes, demasiadamente crescidos e com os rostos estranhamente angulosos - pensei até que era a maldição de Harry Potter fazendo mais uma vítima. Morgana, por sua vez, começou a fazer risadinhas malignas aqui e acolá - apenas quando ninguém esta olhando, claro, para não despertar suspeitas. Os episódio do tipo monstro-da-semana (ou, pior, vilão-da-semana) passaram a ganhar mais destaque (e o que foi aquele episódio do Goblin, pelo Amor de Deus!). O episódio The Eye Of The Phoenix, no entanto, reacendeu as minhas esperanças - senão de uma reversão total da situação, pelo menos de um desfecho condizente com o ritmo das duas temporadas anteriores. No resta - apenas - esperar para ver!

31 de out. de 2010

Brimstone (1989)


Após um longo hiato, resolvi postar sobre esta série que passou por aqui pelo AXN de forma bem irregular - e que eu tive a sorte de assistir em tempos pré-banda larga.

A trama é muito, muito simples: 113 almas escapam do Inferno e cabe ao detetive Ezekiel "Zeke" Stone - ele também um condenado trazido de volta à vida - mandá-los de volta. Se conseguir cumprir a sua missão - assim, pelo menos, lhe prometeu o coisa ruim, vivido de forma magistral por John Glover (o mesmo ator que fez o pai de Lex Luthor em Smallville) - ganhará uma segunda chance na Terra. Se não conseguir... bom, digamos que ele não irá parar em nenhum lugar pior do que ele já esteve!

A série foi um fracasso fenomenal, não emplacando nem mesmo uma temporada completa. Acredito que isso possa ter acontecido, em parte, pela forma extremamente simpática com que John Glover "incorpora", por assim dizer, o seu personagem. O jogo de gato e rato entre o detetive Stone e o seu - digamos - contratante é, com toda a certeza, o ponto alto de cada um dos 13 episódios produzidos.

Algo que chama a atenção em Brimstone é a falta relativa de mulheres, o que se deve, talvez, ao fato de ser uma fábula tipicamente masculina - na qual a redenção do personagem-título é o tema principal e norteador de todos os episódios. 

Brimstone atrai sobremaneira pelo Universo mítico muito bem trabalhado. Os fugitivos- que na sua condição de ressuscitados são praticamente indestrutíveis - possuem apenas uma fraqueza: os olhos, que devem ser destruídos para findar a sua existência terrena. Todos os fugitivos são extremamente tolerantes ao calor, possuem grande capacidade de regeneração e também não sentem fome ou sede - estas características são como que resquícios de sua passagem pelo Hades. Este detalhe é interessante pois nos ajuda - por vezes - a identificar um vilão antes mesmo que este nos seja formalmente apresentado pela trama. Cada fugitivo possui também uma habilidade especial - que é tão maior ou mais desenvolvida quanto o tempo que ele passou lá por baixo. Como o detetive Stone passou apenas 15 anos defunto - e tem que lidar por vezes com fugitivos com milhares de anos de "apuro", digamos assim, de suas capacidades sobrenaturais - não é difícil imaginar que ele apanha consideravelmente em praticamente todo episódio.

A atenção a estes - e outros - pequenos detalhes criam um diferencial extraordinário para esta série prematuramente finda, ao meu ver. Temáticas semelhantes foram abordadas na série canadense The Collector (2004) e no recente Reaper (2007).

Em The Collector, o fato de o Diabo ser interpretado a cada episódio por um personagem diferente talvez tenha sido (quem sabe?) uma tentativa de se evitar que um ator que o interpretasse "roubasse" a cena - como quase aconteceu em Brimstone. Não deu certo.

Reaper praticamente surgiu natimorta ao escalarem o veteraníssimo ator Ray Wise (de Twin Peaks) para o papel do coisa ruim - e que praticamente "engoliu" o primeiro ano da série. Foi um espanto ter durado duas temporadas - apesar do estilo cômico-escrachado, sem se levar nada a sério.

Ambas as séries acima citadas são muito boas - e possuem os seus méritos próprios - mas quem gostou delas fará muito bem em procurar assistir Brimstone - pois com toda a certeza não se decepcionará.

Melhor episódio: Lovers (9)
Pior episódio: It's a Helluva Life (12)

26 de ago. de 2010

Rituais de Fé no Discovery

Imagine-se na seguinte situação: (1) você é convidado a visitar um culto de uma Igreja da qual você nunca ouviu falar; (2) você chega lá e o templo está cheio, entupido de gente; (3) como você é o convidado de honra, te reservam um lugar na frente, de cara para o que parece ser um altar; (4) lá pelas tantas, entram - não necessariamente nesta ordem - um sacerdote, uma cabra amarrada e um facão enorme. Quando você deduz o que vai acontecer, começa a olhar para o lado buscando a saída: o problema é que ela está bloqueada por um monte de gente. Você acaba sendo obrigado a ficar onde está e acompanhar tudo até o final - e enquanto isso tem um cinegrafiasta filmando todas as caras que você faz. Isto é Rituais de Fé - e passa no Discovery.

Tenho aprendido a gostar de acompanhar as viagens do Pastor Peter Owen Jones em sua busca para conhecer as diferentes práticas religiosas e espirituais ao redor do globo. Em particular, tenho assistido acada novo episódio esperando por aquele momento no qual ele invariavelmente se descobre colocado em uma situação na qual ele não tem como sair. Fico imaginando o trabalhão que a equipe dele deve ter para encontrar estas saias-justas e fazê-lo entrar nelas. A expressão de desespero no rosto dele é extraordinariamente divertida - para dizer o mínimo. Pra quem só está assistindo - sentado confortavelmente na poltrona - é uma festa.

Peter Owen Jones é o Bear Grylls do universo religioso.


Descendents / Solos (2008)


Acabei de assistir Descendents, um filme de 2008 que, como muitos dos pertencentes ao nobre gênero inaugurado por Romero, nos apresenta a um futuro pós-apocalíptico devastado por zumbis. A diferença aqui - e o que torna esse filme único - é uma só: a história é quase toda narrada  sob a perspectiva de crianças. No Universo do filme, por algum motivo, certas crianças passaram a nascer  imunes não só ao contágio mas também aos ataques dos "infectados" que pululam pelas cidades meio que em ruínas (falamos aqui de zumbis científicos, como já discutimos em outro post). Esta perspectiva narrativa singular confere ao filme uma atmosfera de absoluta desesperança - que pode ser considerada intensa até para os padrões do gênero. A fotografia é em preto-e-branco ou, antes em uma sépia embolorada que ressalta a todo instante a vida se esvaindo daquele mundo - a única exceção aqui é o sangue que, em todas as vezes que aparece, é vividamente vermelho. A narrativa é caótica e por vezes oscila entre as memórias da protagonista e lampejos do que está por vir. Todo este conjunto produz como resultado uma obra perturbadora e, ao mesmo tempo, atraente do ponto de vista estético - coisa rara de se ver em uma produção sulamericana.

Dica: após os créditos finais fique atento para os easter eggs!

25 de ago. de 2010

Trailer - Bellini e o Demônio


Vi meio que por acaso, em um Canal Brasil destes da vida, o Trailer do filme nacional  Bellini e o Demônio, aparentemente inspirado em um livro do mesmo nome. Estrelado por Fábio Assunção - e não consigo imaginar alguém melhor como protagonista - pareceu-me uma mistura de Coração Satânico e O Último Portal. Acho incrível que todos - tudo bem não todos, mas uma boa parte - dos filmes basileiros de Terror tem sempre uma cena de religião afro-derivada: me parece meio lugar comum ou, simplesmente, falta do que colocar.  A cena com as duas freiras me pareceu demasiado semelhante a uma cena análoga do (primeiro) Hellraiser - o que não é de todo ruim pois, pelo menos, indica alguma pesquisa de base. Confira o site oficial aqui.

24 de ago. de 2010

Trailer - The Walking Dead

Assisti hoje ao Trailer de The Walking Dead e achei bastante promissor. Segundo o que li, serão 06 episódios de 1 hora inspirados nos comics. Vamos aguardar para ver o resultado final. Fingers crossed. O Trailer pode ser visto no link no final deste post. Agora, o mais importante: as minhas considerações.

Uma diferença que observei em relação aos quadrinhos é a natureza bem mais dinâmica dos zumbis vistos no trailer - com direito, inclusive, a expressões fisionômicas, coisa impensável nos comics. Isto pode ser - e aqui estou absolutamente teorizando, pois não li nada a respeito - um indício de que os zumbis retratados no filme serão bem mais científicos e menos sobrenaturais que o retratado na série em quadrinhos. Isto parece ser uma tendência de mercado - por assim dizer - e talvez represente uma tentativa de tornar o produto mais palatável para as massas. 

Para os não versados na moderna ciência dos zumbis, segue um rápido descritivo das duas espécies de mortos-vivos que podemos encontrar nos filmes e quadrinhos:

Zumbis científicos tendem a ser o resultado de infecções (criadas pelo Homem ou não), tendem a ser mais ágeis que as suas versões sobrenaturais e muitas vezes não estão realmente mortos - apenas infectados. O fato de os zumbis científicos serem o produto de uma infecção possibilita  a busca de uma vacina/cura como elemento de roteiro (mas isto é um recurso raramente utilizado). Também a conversão de uma pessoa em zumbi se faz geralmente apenas pelo contato direto (mordida, fluidos, etc.). Exemplos de filmes com zumbis científicos são  Resident Evil, 28 Days e o recente Zombieland. 

Zumbis sobrenaturais tendem a se mover mais lentamente, exibir mais sinais de decomposição que suas contra-partes científicas e são mais difíceis de se exterminar - uma vez que partes soltas, como troncos sem pernas, por exemplo, podem permanecer em movimento e constituir ameaças. A conversão se dá geralmente de forma automática: se algum personagem morrer por qualquer causa que seja, ele se transformará em zumbi, pelo simples fato de estar morto. Isto acontece de forma bem clara nos quadrinhos de Walking Dead: todas as vezes que um personagem morre, ele é atingido por um "brilho" e se torna um zumbi. Exemplos de filmes com zumbis sobrenaturais são todos os filmes de Romero - os melhores do seu gênero, na minha opinião. 

Confira o Trailer de The Walking Dead clicando aqui.

Em tempo: o MonsterQuest de hoje é sobre a Atlântida: isso não é meio off-topic?
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...