2 de ago. de 2014

The Leftovers - HBO


Uma das melhores e menos faladas séries da atualidade é The Leftovers, na HBO. O titulo pode ser traduzido como "Os Remanescentes" e só Deus sabe como será traduzido se um dia alcançar a TV aberta. The Leftovers é uma espécie de "Deixados para Trás" mas com densidade de enredo, boas atuações, fotografia impecável e sem resvalar para um dualismo simplista. O plot central é o mesmo: o já conhecido arrebatamento dos 144 mil "justos" descrito no livro do Apocalipse mas, ao invés de ficar recorrendo a temática religiosa como justificativa e pano de fundo para o desaparecimento, a correlação com a passagem bíblica é apenas sugerida aqui e ali, sem didatismo, deixando ao expectador a tarefa de buscar, junto com os protagonistas, uma explicação para o fenômeno (ou se desesperar com a falta dela).

Porque The Leftovers é altamente assistível - e para pessoas de quaisquer formação religiosa? Porque é um drama da melhor qualidade, humano, incrivelmente bem produzido e absolutamente envolvente. Embora parta de uma premissa religiosa, a série se centra muito, muito mais na forma que os que "ficaram" lidam com a perda e a irracionalidade do desaparecimento. De fato, não fosse a abertura, não haveria nenhuma razão para crer que a série possui qualquer conotação religiosa em particular.

The Leftovers está, definitivamente, entre as séries que pretendo maratonar em um futuro próximo, pois a riqueza de detalhes é impossível de se absorver de uma única vez. Cabe destacar a presença de Christopher Eccleston, o inesquecível Doctor Who, no elenco, esbanjando atuação e carisma. 

Em suma, "The Leftovers" é "Deixados para Trás" com padrão HBO.

11 de set. de 2011

Fui na ArtRio e adorei!

Tive que interromper o longo período de hibernação daqui do Blog para falar da ArtRio, a Feira Internacional de Arte que está contecendo no Pier Mauá de 08-11/09 (sim, até hoje!) no Rio de Janeiro. São mais de 80 galerias e quatro ou cinco horas de Programa garantido a R$ 30,00 (com meia-entrada para as situações previstas no site do evento). Como acaba hoje, seguem abaixo três dicas rápidas para aproveitar mais esta oportunidade sem par (e algumas das minhas impressões sobre o mesmo).

1. Faça a visita guiada - mas não deixe de percorrer a Feira - galeria a galeria - com calma. Existem muitas obras que o sentido não é óbvio e que demandam um certo "namoro" a fim de grokkar a obra em si. Existem duas visitas guiadas: uma da ala de Arte Moderna e outra da Ala de Arte Contemporânea. Cada visita guiada demora cerca de 40 minutos e é legal porquê lhe dá algumas informações relevantes sobre a biografia dos artistas e da inter-relação entre suas vidas e obras. As guias - pelo menos, as que estiveram com o nosso grupo - se mostraram muito simpáticas e atenciosas e respondiam a todas as perguntas feitas. Mesmo demorando 40 minutos, ao final da visita você tem a nítida impressão que não explorou nem 20% do que está disponível naquela ala. Normal. Volte duas casas e começe de novo. E aproveite!

2. Algumas peças são interativas. Elas regem à aproximação ou ao som dos passantes. Se eu fiz direitinho, abaixo você deverá estar vendo um vídeo de uma peça que eu achei extremamente interessante - as notas são agitadas quando alguém se aproxima, muito legal! A pausa no meio do vídeo corresponde às minhas tentativas de fazerem as notas se agitarem para a câmera do celular - e não existe som, exceto o farfalhar das notas que é muito tênue e ficou sobreposto pelo ruído ambiente. Notei que as peças que utilizavam dinheiro recebiam uma especial atenção do público (havia, em um outro stand, uma bandeira gigante feita de notas com a qual as pessoas tiravam foto com) e esta aqui me fez conjecturar sobre as suas potenciais propriedades atrativas de numerário - segundo o princípio mais que comprovado que "dinheiro chama dinheiro". Confira!



3. Fique atento às celebs. Ninguém está falando para ninguem stalkear ninguém ou ser chato ou inconveniente ou mesmo abordar ninguém que não conheça pessoalmente mas o spotting das celebs é uma atração a parte, OK? Falo tanto das celebs da mídia em geral quanto das do mundo das Artes. Muito legal! Se você der muita, muita, mas muita sorte mesmo, você pode até encontrar uma celeb que te permita um contato maior. Eu tive a alegria e a honra de ficar lado a lado com um dos meus grandes ídolos da infância, o Prof. Daniel Azulay, que gentilmente consentiu em uma foto.  Só isso, para mim, já valeria o Evento.



23 de mar. de 2011

The IT Crowd


Da esquerda para a direita: 
Jen, Moss e Roy - The IT Crowd
Com Breaking Bad sendo catapultada para Julho e Doctor Who reiniciando só na Páscoa - e, além disso, com o season finale do remake de V e o lamentável cancelamento de The Cape -, estamos de volta ao vazio das séries. Restou só Fringe (de mais ou menos para bom, no arco atual) e The Mentalist (beeeeem mais ou menos), o que é absolutamente insuficiente para um ávido serial watcher como eu que se vê, evidentemente, forçado a garimpar séries antigas, improváveis, desconhecidas ou já vistas e esquecidas. No meio deste processo de Busca, me deparei com The IT Crowd, cujas primeiras temporadas já haviam caído no meu completo esquecimento.

A série apresenta as situações nada convencionais vividas por Moss e Roy, os dois funcionários que compõe o Departamento de TI (o "IT" do título) das Indústrias Reynholm e de sua chefe, Jen - a qual nada sabe de computadores e que foi involuntariamente jogada ali. Sendo uma série britânica passada em um escritório, a comparação com The Office (a versão original, da BBC) é meio que inevitável mas, embora The IT Crowd explore muitos dos clichês corporativos já explorados em outras séries do gênero - chefes que não conhecem aquilo que chefiam, dead-end jobs, o superficialismo nas relações de trabalho, etc. - estes são reapresentados em uma visão Ultra-Nerd e absolutamente divertida. Vale totalmente a pena assistir! 

Frases memoráveis:

"Você já tentou desligar e ligar de novo?" 
(forma padrão de atender o telefone dos protagonistas)
 

"Você tem certeza que está ligado na tomada?" 
(frase invariavelmente dita pelos personagens quando a resposta à pergunta anterior é afirmativa)

"Você sabia que se você digitar 'Google' no Google você pode quebrar a Internet?" 
(não lembro mais quem disse isso, mas eu sei que eu já testei isso várias vezes e até agora não funcionou)

8 de dez. de 2010

Teorias Conspiratórias sobre os finais de The Walking Dead, Merlin e Caprica

Como este final de ano não tem dado mostras a diminuir o ritmo em termos de trabalho e outras atividades, resolvi postar um condensado inicial das minhas impressões dos finais de temporada que já aconteceram. Depois, com calma, posso trabalhar um post individual de cada  final de série (ou não, conforme o ritmo das coisas eu for assistindo). Dito isto, estejam avisados, Spoilers em profusão à frente! Como o título do post indica coloquei abaixo algumas das minhas Teorias - algo Conspiratórias - sobre os finais que assisti - principalmente TWD e Caprica. Fiquem à vontade para opinarem, compartilharem e comentarem!

The Walking Dead


O que eu achei:


O último episódio de
The Walking Dead foi lento, muito cheio de explicaçõeszinhas e drama - "cerebral" demais (sem trocadilho) se comparado com os outros episódios, que eram mais ação e menos conversinha.

O que eu acho que aconteceu:


O penúltimo episódio terminou do mesmo jeito que a primeira temporada de
Lost - com direito à sua própria versão da escotilha. Eu tenho a teoria de que a primeira temporada acabaria ali e, possivelmente, o arco dentro do CDC se extenderia por uns três ou quatro episódios da segunda temporada. Para mim, em certo ponto, alguém cochichou alguma coisa do tipo: "Não pode terminar assim não!" ou "O povo quer respostas: quem são estes zumbis, qual a origem deles!?" - e eis que surge este episódio tão cheio de explicaçõeszinhas e blá-blá-blá. Um outro motivo para se considerar a abertura da escotilha - digo, da porta - do CDC como o final pretendido da série é que ali se fecha o arco típico de filmes de zumbi a la Romero, que é a etapa 7: a fuga para um lugar considerado "mais seguro", conforme já vimos em nosso post Como Fazer um Filme de Zumbi a la Romero.

Melhor Momento do episódio:


O último episódio de The Walking Dead repetiu direitinho a explicação "científica" do funcionamento dos zumbis que demos aqui no Blog - por ocasião do segundo episódio da série - e, se você quiser comparar a explicação da série e a que eu postei, confira
aqui. Eu só não ganho na loteria porquê não jogo!

Merlin:

O que eu achei:


O último episódio de
Merlin envolveu sem decepcionar! Achei muito interessante a forma como os produtores - a despeito de torcerem a lenda original até não poder mais - não se deixam acomodar em uma rotina fechadinha. Os personagens evoluem e as coisas acontecem: bem ou mal, já temos Dama do Lago, Excalibur, Távola Redonda e um elenco básico de cavaleiros - nada mal para a terceira temporada!

Momento Bidu:


Como também já havíamos adivinhado
aqui no Blog, não só a linda e injustiçada Morgana perdeu o trono por pura trairagem da Lana Lang - digo, da Gwen - como a insossa Morgausse morreu no final! Minha nova previsão é que o triângulo Lancelot-Gwen-Arthur será de alguma forma trabalhado na quarta temporada. Também achei muito indicativo o estado debilitado que Uther se encontrava no final: a impressão que eu tenho é que ele vai, de alguma forma, assumir o papel do Rei Pescador - que é muito importante dentro do Ciclo Arturiano. Nem precisa dizer que na quarta temporada Morgana voltará com tudo - provavelmente aliada a Mordred.

Melhor Momento do episódio:
 
Tirando os momentos óbvios - a frase-clichê "Isto é apenas o começo",  a erupção descontrolada de poder de Morgana, Merlin brandindo a Excalibur, etc. - ver o Gaius brilhando os olhos - além de absolutamente inesperado - foi simplesmente demais!  

Caprica:

O que eu achei:


Nunca comentei sobre
Caprica aqui - e nem vou começar agora - mas só quero dizer que o episódio final incrivelmente corrido foi muito provavelmente uma decorrência do seu cancelamento prematuro. A despeito disso, gostei bastante do todo da série e acredito que ela já entrou para a história do sci-fi televisivo.

O que eu acho que aconteceu:


O cancelamento de Caprica, para mim, teve a ver com o fato de que ela é
nerd demais para o público em geral e nerd de menos para os nerds: faltou acertar o tom (ou decidir a qual público agradar!). Senti falta de ver todas as tramas devidamente "desenroladas" - teria sido especialmente bom acompanhar a tomada do poder da Soldiers of the One pela Lacy e sua tropa de Cylons - mas assim mesmo valeu!  

Melhor Momento do episódio:

O melhor momento do episódio para mim foi a aparição da Lacy como líder da STO diente da estupefata Clarice. (Em segundo lugar, fica a demolição do paraíso virtual pela enraivecida Zoe - não sei se vocês também acharam, mas me pareceu que elas estava trnsformando o paraíso virtual em "alguma outra coisa" virtual.)

Curiosidade Nerd: 

Só percebi agora no último episódio - e nem dava para perceber antes - que toda a trama de Caprica já está desenhada na abertura da série:

1 - A família Adama está em um cemitério, o que já sinaliza a morte do pequeno William (e não da Tamara - que sumiu no final da série, por sinal - e de sua mãe).
2 - A passagem do símbolo do infinito da Irmã Clarice para Lacy representa a passagem do poder da STO para as mãos desta última. BTW, a Igreja na qual a transmissão ocorre parece ser a mesma em que a Irmã Clarice "prega" aos Cylons.
3 - O casal Graystone observando a sua filha Zoe no final da abertura (Zoe e não o U-87!) é exatamente o que acontece na câmara de ressurreição improvisada no laboratório ao final.

Você pode conferir a minha teoria conspiratória sobre a abertura de Caprica com seus próprios olhos clicando aqui.

7 de dez. de 2010

O Homem Cobra (SSSSSSS) (1973)

Alerta: este post viola a regra dos 15 anos 
e poderá comprometer as suas memórias de infância para sempre! 

Uma das minha lembranças mais vívidas da minha infância é o - então próspero - Sr. Sílvio Santos anunciando o filme "O Homem-Cobra" (sim, sou velho!). Durante intermináveis minutos - que pareciam horas a fio - o dono do Baú falava, falava e falava deste filme que era "muito bom" - embora não desse maiores informações a respeito, a não ser que se tratava de um homem se transformando numa cobra. Eu não lembro se eu dormi no meio ou fiquei assustado demais para ver o final ou se simplesmente esqueci mas a questão é que eu não lembrava de praticamente mais nada do filme - daí resolvi assisti-lo, mesmo contrariando a regra dos 15 anos, segundo a qual não se deve jamais assistir um filme que você assistiu com menos de 15 anos de idade (e gostou). Não me arrependi de ter assistido novamente (mesmo porquê a minha recordação era muito fragmentária) mas tive duas grandes surpresas no processo. Spoilers á frente!

Surpresa número 1:
O nome do filme não é Homem-Cobra 
(ou qualquer equivalente em inglês)

O nome do filme é SSSSSSS (imitando o sibilar de uma cobra). Isto fica bem evidente no fotograma que coloquei abaixo:


(note o detalhe que os "esses" são estilizados como cobrinhas, reparou?) 
 
Por incrível que pareça eu meio que lembrava disto, pois sempre prestei muita atenção nos títulos originais dos filmes (mesmo quando criança) pois era uma maneira prática de localizá-lo depois pelo anúncio da programação nos jornais (que, naquela época que se amarrava cachorro com linguiça sempre traziam o título original entre parênteses).

Quando o filme passou na Inglaterra alguém - dotado de um mínimo de bom-senso, se me perguntarem - percebeu que um título com uma consoante só não atrairia muito público e mudou o nome para SSSSnake - "cobra" com um "s" puxadinho. Melhor!
 
Supresa número 2:
O foco do filme não é beeem o Homem-Cobra

O cientista pra lá de maluco que inventou o método revolucionário de se transformar um homem em cobra é muito mais o foco do filme do que o candidato a homem-cobra. A maior parte do filme é centrada nos assassinatos  que o tal cientista comete ao longo do caminho mais do que qualquer outra coisa. Como é um filme temático, todos os assassinatos envolvem... cobras, evidentemente. 
 
E a experiência afinal de contas, deu certo?
 
O cientista do filme sonha em "criar uma criatura viva com o poder de uma cobra e a inteligência de um ser humano". O que aprendemos pelo final do filme é que ele consegue criar  sim, um ser vivo com o poder de uma cobra mas sem nenhum instinto de cobra - ou seja, uma cobra aleijada. Eu sempre digo que "em terra de cego, quem tem um olho é Portador de Necessidades Especiais" - e esse filme comprova bem isso! (vejam lá o final e vocês vão entender!)
 
Nota Nerd: como curiosidade, o ator que faz o homem-cobra é Dirk Benedict, que depois faria o Starbuck de Galáctica, Astronave de Combate (a clássica, não a reimaginada) e o cara-de-pau de Esquadrão Classe A. A filha do professor e par romântico do futuro homem-cobra é a Heather Menzies, a Jessica 6 de Fuga das Estrelas (a série, não o filme).

4 de dez. de 2010

Merlin S03E12 – The Coming of Arthur (parte 1)



 Finalmente Morgana mostrando a que veio.
 
Como este não é o seu Blog de review comum, não vou perder tempo com blá-blá-blá  detalhando o que acontece neste episódio (pois para saber isso você pode assisti-lo, não é mesmo?) mas vou dar logo a minha opinião sobre esta primeira parte do season finale

Spoiler Alert!  Em primeiro lugar, como a abertura do post dá bem a entender, Morgana finalmente se sentou no trono de Camelot (e ficou muito bem na foto, não concordam?). Eu sinceramente pensei que eles fossem enrolar por mais uma temporada com a Morgana desempenhando o seu papel de leva-e-trás e dando risinhos malignos às escondidas pelos corredores do castelo, mas os criadores da série resolveram dar um passo a frente e mudar o script (que a bem da verdade já estava ficando um pouco batido). Hoje em dia os expectadores não têm mais paciência para séries nas quais nada acontece - Lost e 24 Horas nos estragaram para sempre - e eles sabem disso.
 
Achei extraordinariamente interessante a forma como o Graal - porquê era o Graal sem dúvida  alguma - era cuidadosamente mencionado sem nenhuma conotação religiosa: seria uma tentativa de não melindrar um segmento do público? Isso já vinha chamando a minha atenção desde o primeiro ano da série: a todo o momento, os praticantes de magia são chamados de "os da Antiga Religião" sem nenhuma menção ao que poderia ser a "Nova Religião" (pois se há uma "Antiga" tem que ter uma "Nova", correto?). Mesmo na cena do casamento de Guinevere se nota uma grande ausência de símbolos religiosos: cruzes, igrejas, etc. Isto é muito esquisito, porquê - como se sabe - a lenda de Camelot é justamente o embate do Paganismo  contra o Cristianismo. 

Mesmo com esse (enorme) desvio da lenda, Merlin tem continuamente agradado. Existe uma magia especial aqui que faz com que frases do tipo: "Você terá exatamente o que merece" - e o hiper-previsível desfecho - não pareçam ser o chavão que na verdade são. Este é, talvez, o único seriado atual que os risinhos malignos dos vilões não remetem imediatamente aos anos 60 e existe um grande mérito nisto: na maior parte dos episódios ficamos tão envolvidos com o clima de fantasia que estes clichês passam a ser considerados normais - e até esperados - para aquele Universo.

Previsões para o próximo episódio:

De acordo com o que entendi do teaser, no próximo episódio teremos: Excalibur, batalhas com mortos-vivos e (mais) dragão com a voz de John Hurt. Se eu fosse dado a previsões, diria que: (1) Morgana vai perder o trono que tão arduamente trabalhou para conquistar - e por trairagem da Gwen; (2) Morgausse vai morrer; e (3) a morte de Morgausse vai servir de plot para a temporada seguinte. Se tudo isto acontecer mesmo, a temporada seguinte bem que poderia levar o (sub)título de "A Vingança de Morgana", o que acham? Vamos assistir e conferir!

27 de nov. de 2010

Guerra no Rio - O Que Estou Assistindo Edição Extraordinária

A Globo News tem se tornado a minha companheira fiel nestes últimos dias: quem dia! E eu, que só gostava de Mundo S/A estou reaprendendo a ver o Em Cima da Hora. Necessidade.

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