18 de nov. de 2010

Needle (2010)

"Quão parecido com Hellraiser um filme pode ser sem o quebra-cabeças em formade cubo, sem pinhead e sem os cenobitas?" Esta foi a pergunta que eu me fiz quando vi o cartaz e li a descrição de Needle. Acabei percebendo, no decorrrer do filme, que a proposta não é nem um pouco parecida com a de Hellraiser - está mais para um filme de Terror adolescente comum. 

A trama é bem simples: um grupo de universitários começa a morrer misteriosamente após se depararem com um misterioso artefato do século XIX. A narrativa é bem linear e conforme o que se pode esperar deste tipo de filme. Os personagens são extremamente esteriotipados e são incrivelmente previsíveis no seu comportamento. O resultado final, no entanto, é bastante assistível até - e garante alguma diversão. Um filme-pipoca!

17 de nov. de 2010

The Avengers: Earth's Mightiest Heroes

Tenho assistido o novo desenho dos Vingadores - e gostado muito!  Algumas das novidades introduzidas nesta versão que especialmente me agradaram foram:
 Spoiler Alert!
1- A Viúva Negra perde o ar de moça bem-comportada que vimos em Iron man 2 e volta aos bons velhos tempos de agente duplo - com direito a sotaque russo carrrregado! Para mim foi um alívio!
2 - Thor volta às origens - com direito a Ponte dos Arco-Íris e toda a parafernália psicodélica asgardiana: já não era sem tempo! Um detalhe da animação que eu particularmente apreciei foi o girar do martelo antes dos vôos - não sei se alguém vai lembrar, mas o Thor original de Kirby não voava - como o Super-Homem, por exemplo - mas sim arremessava o martelo e ia "de carona", por assim dizer, segurando na alça do mesmo. (Na verdade, se formos levar ao pé da letra, nem mesmo o Super-Homem originalmente voava) Só senti alguma falta do limite de 60 segundos que existia nas histórias clássicas - nas quais se Thor permanecesse mais do que 60 segundos afastado do seu martelo mágico revertia à forma humana e sem poderes de Donald Blake - mas como os roteiristas optaram, aparentemente, por presentar o Deus do Trovão sem uma identidade secreta, este argumento não seria possível. 
3 - Loki, por sua vez, também volta as usar o capacete de chifres e a malha escamosa!
4 - Gavião Arqueiro volta a ser um tipo nebuloso - embora não muito por escolha própria.
5 - O Homem de Ferro representado no desenho está muito bem alinhado com o que vimos nos dois filmes  recentes - o que é muito positivo, pois estes foram muito bons!
6 - O Capitão América - pelo menos no único episódio que eu vi que ele apareceu - parece mais com um soldado do que com um vigilante uniformizado, o que tem muito mais a ver com a concepção original do personagem! 

Outro aspecto realmente bom deste novo desenho é que os roteiristas aparentemente não tem nenhuma vergonha de colocar uma enxurrada de vilões na tela - mesmo os vilões ridículos como MODOK - sem explicar nada! Isto é realmente maravilhoso: as origens "amarradinhas" e a necessidade americana obsessiva de se explicar tudo foi um entrave por muito anos à migração dos quadrinhos para outras mídias. Única exceção até agora para a origem "recontada" do Homem-Absorvente - que passou a integrar o elenco dos seres gama-irradiados (quando na sua origem este era um derivado de magia asgardiana). Tirando este pequeno deslize, a abordagem geral foi muito boa, muito action-driven!

De resto é esperar para ver!

15 de nov. de 2010

The Crazies (2010)

O filme The Crazies fala de uma cidadezinha no interior dos EUA que é tomada por um vírus que tranforma as pessoas em maníacos homicidas. Esta é - em 140 ou menos - a história do filme. Acrescentando que se trata de um remake de um filme de 1973 escrito e dirigido por George Romero - o "pai" dos modernos filmes de zumbi - não se tem muito mais o que  se dizer do ponto-de-vista técnico. Agora vamos ao que realmente interessa!

Quem acompanha as minhas postagens de The Walking Dead sabe que eu não sou muito fã de zumbis "científicos" - embora pareça que esta categoria de zumbis já tenha definitivamente conquistado o seu lugar no Cinema e na TV. Enquanto assistia The Crazies, eu me perguntava o que diferiria os infectados deste filme dos zumbis científicos de Extermínio e Resident Evil e a conclusão que eu cheguei é... nada! De repente descobri, como que numa epifania, que a razão pela qual eu instintivamente desgosto de filmes de zumbi que se fundamentam em algum vírus ou alguma contaminação biológica como forma de justificar a sua origem é porque, na verdade, se trata de um filme de epidemia querendo se passar por um filme de zumbi - e é essa falsidade ideológica no roteiro que me repugna. Vamos ser honestos aqui: se está infectado, é porquê está vivo; e se está vivo, é porquê não é zumbi. Simples assim. The Crazies, neste sentido, é muito bom porquê é um filme de epidemia "honesto" - e, embora os infectados apresentem alguns sinais de transformação física nos estágios finais da doença (olhos amarelos e veias escurecidas) - isso não é feito de maneira a confundir o expectador a pensar que se trata de algo parecido com um morto-vivo, mas tão somente um sinal avançado de infecção.

No  mais, o filme realmente é muito bom, bem assistível e envolvente. Segue mais ou menos o script comum a histórias de epidemia - que é pelo menos tão velho quanto o livro "A Peste" de Camus (1947) - mas é muito bem executado. Spoiler Alert! Você tem a figura de autoridade menor que tenta alertar (inutilmente) alertar as autoridades maiores do risco para a população, você tem o infectado que ameaça a vida dos companheiros mas que se redime no final e você tem o final-surpresa - mas tudo muito bem trabalhadinho. Vale beeem a pena!

14 de nov. de 2010

Supernatural - S05E08 - All Dogs Go to Heaven

Não se pode elogiar! Depois de eu dizer que esta era a melhor temporada de Supernatural até agora, fui presenteado com dois dos piores episódios que já tive a oportunidade de assistir!  (Até então o pior episódio de Supernatural para mim era aquele passado em um estúdio de cinema., no qual está sendo rodado um filme de terror, lembram desse?) O último episódio, All Dogs Go to Heaven atingiu - espero - o fundo do poço! Os 5 ou 6 minutos nos quais aparece o ator Mark Sheppard foram, basicamente, o que sobrou - não havendo mais nada para se apreciar.  Spoiler Alert! E eu até agora estou tentando entender: se os caras são shapeshifters, porquê eles só viram cachorro! Sem explicação!

Nota: Os dois últimos episódios introduziram um novo elemento que pode vir a se tornar um plot da temporada: o da busca pelo Purgatório. Não vou me aprofundar neste tema, mas foi dito no episódio Family Matters que os seres sobrenaturais - pelo menos aqueles com existência corpórea, como vampiros, lobisomens, skinwalkers, etc. - vão para o Purgatório quando morrem. Do ponto de vista da Teologia de Dante - que é citado no episódio em questão como referência - isso não faz o menor sentido! Vamos aguardar para ver como os roteiristas vão desenvolver isso aí!

12 de nov. de 2010

O Que o #Nerdcast 235a não falou sobre #BattlestarGalactica

Agora que chamei a sua atenção, acabei de ouvir o Nerdcast 235a que está excepcional - e mal posso esperar pela segunda parte na quarta-feira depois do feriado! Senti apenas que faltou falar um pouco mais da série clássica, que me decidi a tratar neste post. (não sei se eles vão abordar este assunto na parte 2 mas aqui vai mesmo assim!)

Onde tudo começou

Tudo começou em 1968 a publicação do livro "Chariots of the Gods?" - que aqui no Brasil se chamou "Eram os Deuses Astronautas?". Neste livro, Erich von Däniken levanta milhões de dados, argumentos e palpites a fim de embasar duas hipóteses que fariam a cabeça de muita gente nos anos a seguir: que (1) a Humanidade tem, na verdade, uma origem extraterrestre e que (2) as histórias de todas as mitologias sobre divindades vindas do céu se referem, na realidade, ao contato com visitantes de outros planetas. 

Desconfio que Erich von Däniken deva ter ficado podre de rico, pois inaugurou uma verdadeira franquia de mais de uma dúzia de livros ao redor do mesmo tema. Na época, as teorias de Däniken animaram toda uma geração - e, aqui no Brasil dos distantes anos 80, o seu nome era uma citação quase que obrigatória da revista Planeta - então uma espécie de porta-voz dos movimentos alternativos e de contra-cultura. E o que isso tema ver com Battlestar Galactica? Tudo!

I Want to Believe

Battlestar Galactica (a série original) surgiu em 1978, ou seja, dez anos depois dos livros de Däniken. O prólogo da série já resumia bem a trama - cito-a aqui:

"Existem aqueles que crêem que a vida aqui começou lá em cima, bem distante no Universo com tribos de humanos que podem ter sido os antepassados do egípcios ou dos toltecas ou dos maias. Seres que podem ser irmãos do Homem e que até agora lutam para sobreviver em algum lugar muito além daqui."

(Existe uma versão usada no filme que é um pouquinho mais longa - e que menciona as pirâmides do Egito e a Atlântida:

"There are those who believe that life here began out there, far across the universe, with tribes of humans who may have been the forefathers of the Egyptians, or the Toltecs, or the Mayans. That they may have been the architects of the great pyramids, or the lost civilizations of Lemuria or Atlantis. Some believe that there may yet be brothers of man who even now fight to survive somewhere beyond the heavens. ")

Não preciso falar mais nada, OK? Se você quiser conferir a abertura da série com a dublagem em português, clique aqui. Toda a trama de Galactica era baseada na tese de Eram os Deuses Astronautas e existem diversos aspectos da série (clássica) que remetiam a isto - alguns do que mais me chamavam a atenção quando eu assisti pela primeira vez foram:

- Os personagens tem nomes tirados da mitologia: Adama (Adam/Adão), Apollo, Athena, Cassiopeia, etc.
- As doze tribos que compõe a  Humanidade de Battlestar Galactica correspondem aos doze signos do Zodíaco - o que eu nunca entendi direito, mesmo quando criança, porquê os signos do Zodíaco só fazem sentido vistos da Terra, uma vez que são interpretações humanas de aglomerados de estrelas situados dentro de certo intervalo no céu noturno, mas deixa pra lá;
- O Cylon  que servia de conselheiro e ajudante de ordens do Baltar original se chamava Lúcifer. (Tenho para mim que o personagem da número 6 foi enormemente baseada nesta relação entre o Baltar original e este Cylon em particular - coisa que só é possível perceber e apreciar conhecendo-se um pouco da série original. A genialidade dos criadores da versão reimaginada foi, justamente, tornar uma relação externa - entre dois personagens distintos - em uma relação interna - as visões de Baltar com a número 6 - deixando a nós, expectadores, muitas vezes na dúvida se esta é real ou não.)
- O  capacete dos pilotos dos caças de batalha - e esse é o melhor de todos - é todo em moldes egípcios (ver foto). 

Meta-Deuses

Até aí tudo bem, mas no episódio War of the Gods, a trama toda dá um salto impressionante. A história é a seguinte: Apollo e Starbuck encontram os destroços de uma nave em um planeta qualquer - e no meio dos destroços, um único sobrevivente que se auto-denomina Conde Iblis (com "L"). Eles levam o tal Conde Iblis de volta com eles para a Galáctica - e este começa a demonstrar habilidades incomuns e a realizar prodígios que a população da frota passa a considerar como "milagres". O Conde, então, se diz capaz de levar a frota até a Terra se eles "se entregarem" à sua liderança. 

Não tem como detalhar tudo o que acontece neste episódio mas no final, ficamos sabendo que o Conde é na realidade o membro de uma raça anterior aos humanos - que evoluiu até um nível tão avançado que é indistinguível do que consideramos como sobrenatural. Um dos momentos marcantes do episódio é quando Apollo finalmente resolve atirar nele e os raios o atravessam, não sem antes revelar um silhueta em negativo de uma criatura não-humana com chifres - pois é!  (Se estiver curioso, veja a cena da transformação aqui!) Com o desenvolver da história aprendemos que esta raça antiga se dividiu em duas facções: uma - a do Conde Iblis - que resolveu usar os seus poderes e habilidades para fins egoístas, e uma outra, benévola, que aparece como uns seres envoltos em luz - pois é!

Então, recapitulando, todas as histórias de deuses vindos do céu são recordações da visita dos ancestrais das 12 tribos. No entanto, é bem possível que as recordações dos deuses das próprias 12 tribos sejam recordações de interações passadas da super-raça anterior. Legal, não? 

Meus Deuses, eles estão em toda a parte!  

Apenas como uma nota rápida, e para se ter uma idéia de como este conceito oriundo dos livros de Däniken era difundido pela ficção científica da época, existe um episódio de Star Trek (a série Clássica) - chamado Return to Tomorrow - que tem um argumento em tudo parecido com o de War of the Gods: uma raça antiga de seres hiperevoluídos se divide em duas facções rivais -  por diferenças "éticas"  na utilização de suas habilidades - e acaba iniciando uma guerra milenar. Esta raça de seres antigos seria - no Universo Trekkie clássico - a responsável por "semear" a galáxia com vida - o que serve de "explicação" para o fato de que a vida humanóide é encontrada em praticamente todo planeta que a Enterprise vai. Neste episódio também fica implicado que o desenvolvimento das civilizações é cíclico e que, um dia, a espécie humana alcançará o mesmo nível de desenvolvimento que os "semeadores" - e que terá que se defrontar com as mesmas escolhas. Este conceito é reforçado em episódios como Where No Man Has Gone Before, Charlie X e Plato's Stepchildren - que trabalham bem a noção de que:(1) poderes paranormais estão imbuídos na constituição do ser humano e que (2) o seu despertar faria parte do processo evolucionário humano normal. Fim da Nota.

Epílogo: 

Depois de War of the Gods, a Battlestar Galactica clássica caiu beeeeeem de qualidade de roteiro - até o seu final. Mais adiante, houve uma tentativa de ressuscitar a série (como um spin-off, em 1980) já com uma outra abordagem e outros protagonistas - e motos voadoras ao invés de caças (?!). A trama era a seguinte: a Galactica finalmente chega à Terra e percebe que os seus parentes terrestres (dos anos 80) ainda eram primitivos demais para suportar uma luta com os Cylons. Para solucionar este problema, eles deixam aqui alguns "agentes camuflados" com a missão de "acelerar" o desenvolvimento da Terra, plantando idéias de avanços tecnológicos aqui e ali. Este é, claramente, um material de cunho ufológico-conspiratório, bem na linha de "Eram os Deuses Astronautas" - mas que não foi, de forma alguma, bem trabalhado nesta segunda tentativa. 

Não acredito que se caiba dizer que a série reimaginada é melhor ou pior que a clássica (cada qual teve o seu momento) mas acho legal conhecer um pouco da mitologia que antecede a série de 2004 - até para se poder ter alguma noção do que os seus idealizadores tomaram como guideline na hora de construir os roteiros. Só assim, por exemplo, se entende: (1) o que eram as visões de Baltar da Número 6, (2) o que foi a aparição do Baltar e da Número 6 em nossos dias - nos últimos minutos do episódio final - ou, ainda, (3) porquê a  Hera  tinha tanta importância. Embora Caprica - assim me disseram - tenha sido cancelada, com certeza existe espaço para múltiplos desenvolvimentos deste riquíssimo legado no futuro. Só nos resta torcer - e aguardar!

11 de nov. de 2010

The Walking Dead - S01E02 – Guts

 Spoiler Alert! O segundo episódio de The Walking Dead não decepcionou - mas ficou, de alguma forma, aquém do que eu gostaria. A trama toda foi um mini-Dawn of the Dead perceberam? Eu não lembro de nada disto que foi mostrado nos comics - o que não significa que não esteja lá, só que eu não lembro! Não sei se cochilei mas o fato de um dos sobreviventes no prédio fazer contato por rádio justamente com o grupo fora da cidade no qual está a esposa e o filho do policial Rick (o nosso herói) pareceu - pelo menos para mim - uma extraordinária forçação de barra! Bom, este foi o review do episódio: agora vamos à parte realmente importante: zumbis!

Me incomoda muito que zumbis - que, pelo menos teoricamente, estão mortos - "farejem" o ar como cães perdigueiros - e isto me incomoda por um simples motivo: eles não respiram! As cenas nas quais isto acontece requereram um esforço extra de suspension of disbelief de minha parte - pois quebraram toda a plausibilidade do cenário até então construído na minha cabeça. High School of the Dead - antes de descampar de vez para o estilo fan service, trabalhou este conceito de uma forma muito melhor: ao relacionar o direcionamento dos zumbis à percepção de sons e vibrações. Embora este mesmo episódio de The Walking Dead tenha explorado alguma coisa da atração dos zumbis pelos sons - que é um tema, inclusive, bastante recorrente nos quadrinhos - o grande destaque ficou por conta das habilidades, digamos, "farejadoras" dos mortos-vivos. O fato de se ter dado um destaque maior para as faculdades olfativas dos zumbis, pode indicar uma dependência maior destes do cérebro primitivo (paleocórtex) em detrimento das faculdades intelectuais superiores (neocórtex) - provendo, desta forma, alguma base neurológica para o comportamento dos walkers. Isto os colocaria, é claro, muito mais na categoria de zumbis científicos - aqueles que na verdade estão vivos, mas infectados - do que na categoria de zumbis sobrenaturais estilo Romero - que estão verdadeiramente mortos. (já falamos desta distinção entre os dois tipos básicos de zumbis neste outro post).

Fiquei de olho desta vez para ver se os zumbis "corriam" - que é, como sabemos, uma característica dos zumbis científicos - mas o que eu vi foi, no máximo, um "andar apressadinho" - e nenhuma corrida de fato que merecesse este nome. No entanto, os zumbis deste episódio sobem escadas, escalam cercas e usam até mesmo instrumentos primitivos (como uma pedra para quebrar vidro) - o que, embora não seja totalmente incompatível com zumbis sobrenaturais, representa, por si só, um grande distanciamento dos quadrinhos. Não deixa de ser uma opção interessante para aqueles que - como eu - leram a HQ antes de assistir à série: pois podemos sempre aguardar por novas surpresas - e não por uma mera roteirização do que já lemos na HQ.

O fato de os zumbis da versão televisiva escalarem cercas por si só já desconstrói arcos inteiros dos quadrinhos - como aquele nos quais os sobreviventes se refugiam por trás de uma cerca de tela e arame farpado.

Por sua vez, o fato de os zumbis correrem - ou, pelo menos, andarem com muita pressa - inviabiliza um acampamento no espaço aberto - como nos foi mostrado aqui. Nos quadrinhos isso só é possível porquê os mortos-vivos caminham bem devagar - podendo ser avistados e alvejados muito antes de se tornarem uma séria ameaça. 

O pobre caipira que foi deixado para morrer no alto do prédio - que, com toda a certeza, não aparece nos quadrinhos - e o desfecho algo inconclusivo (tinha um monte de ferramentas espalhadas pelo chão, não tinha?) pode indicar um "gancho" para um retorno do personagem. Aliás, o simples fato de terem escolhido um ator tão bom -  Michael Rooker, pesquise por aí! - já é um indício de que ele pode muito bem voltar a aparecer - talvez como antagonista do grupo de sobreviventes. Se isto acontecer, vamos ver como vai ficar o resultado final: o grande barato dos quadrinhos de The Walking Dead - o que o torna especial - é justamente o fato de não existir polarização Bem versus Mal - sendo simplesmente a história de uma grupo de pessoas tentando sobreviver em um mundo absolutamente caótico. Algo, aliás, em tudo parecido com a vida real.

9 de nov. de 2010

Dexter - S05E07 - Circle Us


Uma Família Feliz? 
 Spoiler Alert! Quando eu vi pela primeira vez - na mão do Boyd, se não me engano - a capa do CD motivacional do Jordan Chase, a achei muito bem produzida para ser só uma menção acidental. Confesso, no entanto, que não esperava que a trama fosse se desenvolver tão rápido. Eu tinha imaginado que este poderia um bom gancho para uma Temporada seguinte - algo do tipo, Dexter procura o mesmo guru motivacional do Boyd a fim de tentar trabalhar internamente as suas questões, viram amigos, matam uma ou duas pessoas juntos, etc. Mas não! Três episódios depois já está lá ele, totalmente envolvido na trama de uma maneira absolutamente imprevista. Foi uma das (muitas) surpresas agradáveis do episódio.

Por falar em desenvolvimento rápido, em meros dois episódios: (1) Lumen já se firmou como sidekick; (2) já segurou o Harrinson no colo e (3) já teve uma cena de "clima"  - vocês repararam? - com o serial killer mais famoso de Miami. Isso sim é rapidez! 

Em Tempo: eu tenho achado o Dexter desta Temporada absolutamente descuidado nas suas atividades. Isso com certeza vai ter um preço mais adiante - a não ser  que a  série tenha sabandonado a abordagem policial e passou para um tom mais de soap opera. Santa Brígida não permita!
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